sexta-feira, 1 de junho de 2007

Não concordo com tudo, mas é um pouco assim e é claro, não me considero um intelectual, mas sou de esquerda!


De Antonio Prata

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio
ruins.
Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de
esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de 150
anos.Deve
ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de 150 anos,mas tudo
bem).
No bar ruim que ando freqüentando nas últimas semanas o proletariado é o
Betão, garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas acreditando
resolver
aí 500 anos de história. Nós, meio intelectuais, meio de esquerda,
adoramos
ficar "amigos" do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos
amigos não chegam para falarmos de literatura. "Ô Betão, traz mais uma pra
gente", eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me
sinto
parte do Brasil.
Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte do
Brasil, por isso vamos a bares ruins,que tem mais a cara do Brasil que os
bares bons, onde se serve petit gateau e não tem frango à passarinho ou
carne de sol com macaxeira que são os pratos tradicionais de nossa
cozinha.
Se bem que nós, meio intelectuais, quando convidamos uma moça para sair
pela primeira vez, atacamos mais de petit gateau do que de frango à
passarinho,
porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma
europazinha
bem que ajuda. A gente gosta do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é
qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar
ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver
porção de carne de sol, a gente bate uma punheta ali mesmo.
Quando um de nós, meio intelectuais, meio de esquerda, descobre um novo
bar ruim que nenhum outro meio intelectual, meio de esquerda freqüenta,não
nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de
esquerda
e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim. Porque a gente acha
que o bar ruim é autêntico e o bar bom não é, como eu já disse. O problema
é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado
por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou
menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por
artistas, cineastas e universitários e nesse ponto a gente já se sente
incomodado
e quando chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio
intelectual,
nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas
e universitários, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só
vinha
a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias
mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó.
Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que
freqüentávamos
o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de
gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que
estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam
sandália
de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que
chegam
depois, de Chevete e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre
autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina
mesmo,
acima de tudo. Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem
em dois tipos:os que entendem a gente e os que não entendem. Os que
entendem
percebem qual é a nossa, mantém o bar autenticamente ruim, chamam uns
primos
do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho
de bacalhau no cardápio e aumentam em 50% o preço de tudo. Eles sacam que
nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos
dispomos
a pagar caro por aquilo que tem cara de barato. Os donos que não entendem
qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de
fórmica
imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae.
Aí eles se fodem, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse
algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão brasileira, tão raiz.
Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda, no Brasil!
Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do
jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelo Rider e a
Vejinha
sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e
bonita
e a difundir o petit gateau pelos quatro cantos do globo. Para desespero
dos meio intelectuais, meio de esquerda, como eu que, por questões
ideológicas,
preferem frango a passarinho e carne de sol com macaxeira (que é a mesma
coisa que mandioca mas é como se diz lá no nordeste e nós, meio
intelectuais,
meio de esquerda, achamos que o nordeste é muito mais autêntico que o
sudeste
e preferimos esse termo, macaxeira, que é mais assim Câmara Cascudo,
saca?).
-Ô Betão, vê um cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?
Um bom dia pra mim se dá em forma de concha, ainda deitados abraçando de ladinho
dando um cheiro no cangote, um beijo no rosto e muito amor...
Um bom dia pra mim se inicia com Santo agostinho virando a cara
e nós na lua vendo estrela a luz da tara...
Meu bom dia é com suor e riso,
cumplicidade assim muito amante, um pouco amigo
com beijos abaixo do umbigo
e sussurrando bom dia e delícias ao seu ouvido
Tem que ser devagarzinho...
leve, lindo e gôzo
e gozo...
e assim se dá um bom dia...

Vamos aprender a cantar o amor que dá certo!

"Amor que dá certo não inspira poesia de amor...
porque poesia vem do sofrer, da saudade, perda..."

Será?

Procuro letras de músicas em que o amor dá certo e pouco encontro
parece que não queremos que seja assim
temos que aprender a amar
vamos aprender a amar
vamos aprender a fazer poesia, músicas, peças de teatro de amores que deram certo
de amores que estão por aí, juntos e juntos ficarão
vamos aprender a amar
por que o amor por si só é poesia
por que hoje é louco o sempre, o querer
vamos aprender a amar
pra contrariar a todos
Hard core é o amor
Hard core é ser feliz
vamos aprender a cantar o amor que dá certo!
Foi escrito para uma terça, mas estenda como quiser.

Que vc ache uma nota de 50 reais na rua e que ao passar por algum morador de rua, vc dê pelo menos 40 reais(gargalhadas)
irá te fazer bem, acredite...
que alguem da sua família te ligue e diga que comprou uma caixa de chocolate pra vc comer qdo chegar em casa
que alguem especial, que vc está com muita saudade, te ligue também...
Sorria, dê bom dia, boa tarde, boa noite para todas as pessoas
tenha na mente sempre uma música como "É bonita, é bonita e é bonita" do Gonzaguinha ou
"vai passar" de Chico!
Ria, ria de si mesmo
se tomou um tombo ou se falou ou escreveu algo errado
brinque com seu animal de estimação como se fosse duas crianças sem limites,
com direito a se embolar no chão e tudo
se tiver só, em casa, coloque o som um pouco mais alto, mas de maneira que não pertube ninguém e comece a dançar
sim, sozinho mesmo...
invente passos cada vez mais malucos
e depois ria de si mesmo novamente
viva, mas viva fazendo arte, sem fazer mal a si ou a qualquer outra pessoa
procure sempre ter a pureza de uma criança
tenha sempre uma criança cheia de energia dentro de você
assim, acho que será um pouco mais feliz...
Uma boa terça,
Nando
"Nesse nosso mundinho a gente se embala
e no embalo vai de mansinho se entendendo e querendo sempre...
Nós, bem
Nós, amor
Nós, tesão
Nós, amigos
Nós, queridos
Nós, paixão
Nós, perigo
Nós, crianças
Nós, não digo
digo não!
Nós, amantes
Nós, sorvete e futebol
Nós, na rua
toda lua
toda nossa
até o sol..."
Menina, mulher,
difícil saber! Uma na outra,
ainda...
Carne, essência...
Alguem dentro de todo o belo,
beleza é o que mais há
dentro, alguém
Tudo é sentimento,
avenidas de saudades e desejos,
medos...
Muito que viver
“É hora de arrumar a casa,
colocar a planta na janela
vê o sol raiar
Não me desespero
Por que todo dia
Sempre um novo dia
Sempre chegará...”